{"id":10199,"date":"2023-02-25T15:15:32","date_gmt":"2023-02-25T06:15:32","guid":{"rendered":"https:\/\/jerusalemmother.com\/science-maternity\/"},"modified":"2025-12-02T12:07:53","modified_gmt":"2025-12-02T03:07:53","slug":"science-maternity","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jerusalemmother.com\/pt\/science-maternity\/","title":{"rendered":"\u201cEu Estava na Minha M\u00e3e\u201d"},"content":{"rendered":"<p>As crian\u00e7as \u00e0s vezes brincam: \u201cEu acho que a minha m\u00e3e \u00e9 um deus. Mesmo que eu tenha feito algo escondido, de algum jeito ela sabe que fui eu\u201d. \u201cEla n\u00e3o sabe apenas quando estou alegre e feliz, mas tamb\u00e9m sabe quando estou doente, solit\u00e1rio e triste. \u00c9 como se ela me conhecesse mais do que eu me conhe\u00e7o\u201d. Isso n\u00e3o \u00e9 tudo. Ela at\u00e9 mesmo defende seus filhos, apesar da amea\u00e7a de morte.<\/p>\n<p>N\u00e3o precisamos mencionar o caso do beb\u00ea prematuro de 27 semanas que voltou \u00e0 vida apenas por ser segurado pela sua m\u00e3e por duas horas, para mostrar o milagre das m\u00e3es que salvaram seus filhos \u00e0 beira da morte. As m\u00e3es n\u00e3o temem nada e podem fazer qualquer coisa por seus filhos. Isso \u00e9 chamado de maternidade. O poder da maternidade que brota de um corpo delicado! De onde vem essa for\u00e7a?<\/p>\n<h2 id=\"o-cerebro-de-uma-mae-a-identifica-com-seus-filhos\">O c\u00e9rebro de uma m\u00e3e a identifica com seus filhos<\/h2>\n<p>Para responder a pergunta acima, foi realizado pela primeira vez um experimento sobre o amor de uma m\u00e3e em maio de 2011, o qual foi transmitido por um canal educacional. O departamento de psicologia da Universidade da Coreia liderou o experimento, usando fMRI (Imagem por Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica Funcional) para escaneamento cerebral.<\/p>\n<p>No total, 22 m\u00e3es que tinham filhos no ensino m\u00e9dio participaram deste experimento; onze eram coreanas e as outras onze eram americanas. A dura\u00e7\u00e3o do experimento foi de dez minutos, nos quais foram dados cerca de 150 adjetivos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 personalidade e emo\u00e7\u00e3o. As m\u00e3es deveriam selecionar as palavras que achavam que as descreviam. Elas foram instru\u00eddas a selecionar as palavras que achavam descrever seus filhos e, por \u00faltimo, as que descreviam os outros.<\/p>\n<p>Esse experimento refletiu a diferen\u00e7a sobre o que as m\u00e3es pensam sobre si mesmas e o que pensam sobre seus filhos e outras pessoas. O c\u00e9rebro humano usa o que \u00e9 chamado de c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal medialquando damos uma opini\u00e3o sobre n\u00f3s mesmos. Essa regi\u00e3o do c\u00e9rebro, que lida com informa\u00e7\u00f5es sociais, \u00e9 usada quando uma pessoa descreve pensamentos de si mesma. Por outro lado, o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal medial dorsal \u00e9 usado quando uma pessoa d\u00e1 uma opini\u00e3o sobre outras pessoas.<\/p>\n<p>Durante o experimento, a atividade cerebral das m\u00e3es que participaram foi vis\u00edvel por meio de uma varredura cerebral. Quando as m\u00e3es selecionavam as palavras que achavam que as descreviam, o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal medial, a regi\u00e3o do c\u00e9rebro associada \u00e0 informa\u00e7\u00e3o social, estava ativo. E como antecipado, ao selecionar as palavras que elas achavam descrever as outras pessoas, o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal medial dorsal estava ativo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, como o c\u00e9rebro da m\u00e3e reconhece os seus filhos ou os outros? O resultado do experimento foi incr\u00edvel. Quando as m\u00e3es julgavam as informa\u00e7\u00f5es sobre seus filhos, o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal medial, a regi\u00e3o do c\u00e9rebro que fica ativa quando pensamos em n\u00f3s mesmos, estava ativo. M\u00e3es coreanas e americanas mostraram a mesma resposta.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o que esse resultado diz sobre o instinto materno? Isso mostra que as m\u00e3es consideram seus filhos e elas mesmas como seres iguais. Em outras palavras, o c\u00e9rebro das m\u00e3es reconhece seus filhos como se fosse mais um delas mesmas, como um clone.<\/p>\n<p>Sobre esse resultado, os especialistas em psicologia declararam: \u201cA m\u00e3e reconhece em seu c\u00e9rebro seu filho de forma igual a si mesma\u201d, e acrescentaram: \u201cUniversalmente, as m\u00e3es pensam em seus filhos como nelas mesmas; portanto, o instinto materno existe biologicamente\u201d. O programa de transmiss\u00e3o concluiu que como as m\u00e3es consideram seus filhos como elas mesmas, as m\u00e3es podem ter um amor infinito por eles; o amor que at\u00e9 desconsidera a morte.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, por que os c\u00e9rebros das m\u00e3es reconhecem seus filhos como seus iguais? N\u00e3o seria porque existe um forte v\u00ednculo entre as m\u00e3es e os filhos desde o nascimento? Quando examinamos os resultados apresentados pelos cientistas, esse deve ser o motivo.<\/p>\n<div class=\"img-grid\">\n<div class=\"img-grid-inner\">\n<figure>\n    <picture><img decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/thum_motherhood_2_1.jpg\"><\/picture><figcaption>Imagem 1. A regi\u00e3o do c\u00e9rebro ativada quando uma m\u00e3e julga a si mesma (c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal medial, em amarelo). A regi\u00e3o do c\u00e9rebro ativada quando uma m\u00e3e julga os outros (c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal medial dorsal, em azul).<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n    <picture><img decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/thum_motherhood_2_2_pt.jpg\"><\/picture><figcaption>Imagem 2. A regi\u00e3o do c\u00e9rebro ativada quando uma m\u00e3e julga a si mesma e os seus filhos (a mesma parte). Fonte: As imagens s\u00e3o da EBS, DocuPrime, \u201cChoque da M\u00e3e\u201d \u2013 Parte 2: \u201cH\u00e1 Crian\u00e7a no C\u00e9rebro da M\u00e3e\u201d.<\/figcaption><\/figure>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<h2 id=\"microquimerismo-o-vinculo-entre-mae-e-filhos\">Microquimerismo: o v\u00ednculo entre m\u00e3e e filhos<\/h2>\n<p>De acordo com um experimento cient\u00edfico, m\u00e3es e filhos est\u00e3o entrela\u00e7ados por um mecanismo misterioso chamado Microquimerismo.<\/p>\n<p>Micro significa pequeno. Quimera<sup>1<\/sup> significa s\u00edntese de dois ou mais elementos de origens diferentes. Todos os mam\u00edferos compartilham seu DNA e c\u00e9lulas com seus fetos durante a gravidez. Microquimerismo \u00e9 a presen\u00e7a de um pequeno n\u00famero de c\u00e9lulas que se originam de outro indiv\u00edduo e, portanto, s\u00e3o geneticamente distintas das c\u00e9lulas do indiv\u00edduo hospedeiro.<\/p>\n<div class=\"sup-desc\">\n1. O termo quimera se originou da criatura com a cabe\u00e7a de um le\u00e3o, o corpo de uma cabra e o rabo de uma cobra na mitologia grega. (Dicion\u00e1rio Senso Comum, publicado por Parkmungak, 2013)\n<\/div>\n<p>\u00c9 o mesmo com os humanos. Todas as pessoas t\u00eam as c\u00e9lulas de suas m\u00e3es dentro delas, que elas obtiveram quando estavam no ventre de suas m\u00e3es. Cerca de 60 anos atr\u00e1s, os cientistas descobriram o microquimerismo materno, que \u00e9 o fen\u00f4meno das c\u00e9lulas de uma m\u00e3e que estabelece ra\u00edzes dentro de seu feto.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio da \u00e9poca mostrou que as c\u00e9lulas de c\u00e2ncer de pele de uma m\u00e3e eram compartilhadas com o feto. A partir de ent\u00e3o, os especialistas em biologia come\u00e7aram a entender que tamb\u00e9m h\u00e1 maneiras de c\u00e9lulas maternas serem compartilhadas com o feto. Um imunologista, J. Lee Nelson, juntamente com alguns de seus colegas do Centro de Pesquisa do C\u00e2ncer Fred Hutchinson, em Seattle, Estados Unidos, fez um exame de sangue com 32 mulheres saud\u00e1veis e descobriu que 7 delas tinham os gl\u00f3bulos brancos de suas m\u00e3es.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o seria poss\u00edvel ao feto compartilhar c\u00e9lulas com a m\u00e3e? Sim, \u00e9. Durante a gravidez, a m\u00e3e e o feto trocam c\u00e9lulas mutuamente.<\/p>\n<p>Os cientistas descobriram que as m\u00e3es que engravidaram t\u00eam as c\u00e9lulas de seus filhos. Receber as c\u00e9lulas do feto, que \u00e9 chamado de microquimerismo das c\u00e9lulas fetais, foi descoberto em 1893 por um patologista alem\u00e3o que encontrou as c\u00e9lulas fetais nos pulm\u00f5es das m\u00e3es que morreram de press\u00e3o alta durante a gravidez. Mais tarde, Leonard A. Herzenberg e seus colegas do departamento m\u00e9dico da Universidade de Stanford descobriram o cromossomo Y, que determina o feto como masculino, nas c\u00e9lulas sangu\u00edneas de mulheres gr\u00e1vidas de meninos.<\/p>\n<p>As mulheres t\u00eam dois cromossomos X. Portanto, era certo que o cromossomo Y se originava de seus fetos durante a gravidez. Tamb\u00e9m, Diana W. Bianchi, geneticista do Centro M\u00e9dico Tufts encontrou DNA masculino nas m\u00e3es que deram \u00e0 luz a meninos.<\/p>\n<p>Com base nos resultados da pesquisa, as c\u00e9lulas microcim\u00e9ricas entre a m\u00e3e e o feto foram encontradas em muitos locais diferentes, como cora\u00e7\u00e3o, f\u00edgado, pulm\u00e3o, rim, medula, pele, sangue, tireoide e assim por diante. Os cientistas explicam que o cromossomo Y, que \u00e9 encontrado no sangue da m\u00e3e, veio do feto masculino durante a gravidez. O DNA do feto pode ser encontrado no sangue de 80 a 90% das mulheres gr\u00e1vidas. Isso ocorre porque as c\u00e9lulas fetais entram no corpo da m\u00e3e passando pela placenta quando o feto est\u00e1 no \u00fatero.<\/p>\n<p>No entanto, o fato de o cromossomo Y ser encontrado no corpo da mulher n\u00e3o significa que a m\u00e3e troque as c\u00e9lulas apenas com o filho. O motivo de ser dif\u00edcil encontrar as c\u00e9lulas fetais femininas na m\u00e3e \u00e9 porque ambas possuem o cromossomo X. Os cientistas explicam que os fetos femininos tamb\u00e9m deixam rastros em muitas regi\u00f5es do corpo de suas m\u00e3es, assim como os fetos masculinos.<\/p>\n<figure>\n <picture>\n  <img decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/thum_motherhood_3.jpg\">\n <\/picture><figcaption>\n  Imagem 1. C\u00e9lulas microcim\u00e9ricas entre a m\u00e3e e o feto s\u00e3o encontradas em muitas partes do corpo. (A parte em que as c\u00e9lulas microcim\u00e9ricas se instalam entre a m\u00e3e e o feto) Fonte: J. Lee Nelson, \u201cSuas C\u00e9lulas S\u00e3o as Minhas\u201d, Scientific American, Edi\u00e7\u00e3o de fevereiro de 2008, p\u00e1g. 75\n <\/figcaption><\/figure>\n<h2 id=\"as-celulas-dos-filhos-vivem-em-suas-maes\">As c\u00e9lulas dos filhos vivem em suas m\u00e3es<\/h2>\n<p>Que papel desempenham as c\u00e9lulas da crian\u00e7a, que se implantam no corpo da m\u00e3e atrav\u00e9s do microquimerismo? Geralmente, as c\u00e9lulas que s\u00e3o transferidas para outras pessoas atrav\u00e9s de transplantes de medula ou transfus\u00e3o causam efeitos colaterais ruins devido \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica ou desaparecem dentro de algum tempo, sendo atacadas pelo mecanismo de defesa do sistema imunol\u00f3gico.<\/p>\n<p>No entanto, as c\u00e9lulas fetais que migraram para a m\u00e3e atrav\u00e9s do microquimerismo continuam a aumentar em n\u00famero e a crescer por anos. As c\u00e9lulas microcim\u00e9ricas s\u00e3o encontradas no sangue da m\u00e3e mesmo 25 anos ap\u00f3s o parto e nas c\u00e9lulas do tecido hep\u00e1tico depois 20 anos.<\/p>\n<p>As c\u00e9lulas microcim\u00e9ricas, que pertencem ao sangue da m\u00e3e mesmo ap\u00f3s o parto, se envolvem no sistema imunol\u00f3gico. Nesse caso, existem alguns efeitos negativos, como causar doen\u00e7as, mas se sabe que, na maioria das vezes, as c\u00e9lulas fetais no corpo da m\u00e3e entram nos ferimentos da m\u00e3e e regeneram os tecidos.<\/p>\n<p>Eles dizem que as c\u00e9lulas fetais agem como uma c\u00e9lula precursora (uma c\u00e9lula-tronco que se desenvolveu at\u00e9 o est\u00e1gio em que se compromete a formar um tipo espec\u00edfico de nova c\u00e9lula sangu\u00ednea) no processo de regenera\u00e7\u00e3o dos tecidos e ajuda o corpo da m\u00e3e. Na verdade, as c\u00e9lulas fetais t\u00eam um papel importante na melhoria ou no al\u00edvio do c\u00e2ncer de mama ou artrite reumatoide da m\u00e3e. Alguns cientistas at\u00e9 dizem que a raz\u00e3o pela qual as mulheres vivem mais do que os homens \u00e9 por causa das c\u00e9lulas revigoradas que obtiveram do feto.<\/p>\n<p>As c\u00e9lulas fetais, que flu\u00edram para o corpo da m\u00e3e, tamb\u00e9m ajudam a m\u00e3e a se recuperar de problemas card\u00edacos. Uma equipe de m\u00e9dicos, incluindo Hina Chaudhry, do Centro M\u00e9dico Mount Sinai, em Nova York, realizou um experimento para examinar por que mulheres que estiveram gr\u00e1vidas se recuperam mais r\u00e1pido do que outras de cardiomiopatia ou de ataque card\u00edaco, para ver se as c\u00e9lulas fetais ajudam com isso.<\/p>\n<p>Como resultado, em novembro de 2011, uma revista acad\u00eamica da AHA (Associa\u00e7\u00e3o Americana do Cora\u00e7\u00e3o) escreveu a descoberta de que as c\u00e9lulas de um beb\u00ea camundongo que entraram no cora\u00e7\u00e3o da m\u00e3e camundonga durante a gravidez, se tornaram um novo tipo de c\u00e9lulas do mioc\u00e1rdio e ajudaram na recupera\u00e7\u00e3o de seu cora\u00e7\u00e3o. A Dra. Chaudhry afirmou: \u201cAs c\u00e9lulas fetais que entram no c\u00e9rebro da m\u00e3e tamb\u00e9m se tornar\u00e3o novas c\u00e9lulas nervosas\u201d, e continuou: \u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que as c\u00e9lulas fetais ajudam na prote\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro da m\u00e3e contra doen\u00e7as\u201d.<\/p>\n<h2 id=\"uma-mae-vive-a-vida-toda-com-os-filhos-em-seu-cerebro\">Uma m\u00e3e vive a vida toda com os filhos em seu c\u00e9rebro<\/h2>\n<p>At\u00e9 recentemente, os cientistas insistiam que as c\u00e9lulas microcim\u00e9ricas fetais dispostas no corpo da m\u00e3e eram encontradas em todas as partes do corpo, exceto no c\u00e9rebro, no caso dos humanos; eles pensavam que era imposs\u00edvel ocorrer microquimerismo no c\u00e9rebro humano entre a m\u00e3e e o feto por causa da barreira hematoencef\u00e1lica.<\/p>\n<p>Todos os humanos t\u00eam a barreira hematoencef\u00e1lica no c\u00e9rebro. Assim como o nome explica, essa \u00e9 uma barreira entre o sangue e o l\u00edquido que envolve o c\u00e9rebro, a fim de proteg\u00ea-lo de qualquer objeto externo que tente entrar no c\u00e9rebro. Portanto, ele bloqueia qualquer tipo de medicamento, pat\u00f3geno e subst\u00e2ncias nocivas que v\u00e3o para o sistema nervoso central atrav\u00e9s do sangue. Os cientistas pensaram que n\u00e3o havia espa\u00e7o para a entrada de c\u00e9lulas fetais no c\u00e9rebro da m\u00e3e, porque essa barreira hematoencef\u00e1lica pro\u00edbe a troca de c\u00e9lulas entre a m\u00e3e e o feto.<\/p>\n<p>No entanto, os cientistas descobriram o cromossomo Y no c\u00e9rebro de uma camundonga. N\u00e3o havia d\u00favida de que a f\u00eamea recebeu esse cromossomo do feto masculino durante a gravidez. A partir disso, o Centro de Pesquisa do C\u00e2ncer Fred Hutchinson iniciou um experimento, questionando a possibilidade das c\u00e9lulas fetais migrarem para o c\u00e9rebro da m\u00e3e e, em caso afirmativo, como ultrapassou a barreira hematoencef\u00e1lica. Em 26 de setembro de 2012, eles apresentaram seus resultados atrav\u00e9s da revista cient\u00edfica internacional PLOS ONE. A conclus\u00e3o foi que os cromossomos Y foram encontrados em muitas regi\u00f5es do c\u00e9rebro de mulheres que estiveram gr\u00e1vidas. Esta foi a primeira descoberta do DNA masculino no c\u00e9rebro das mulheres.<\/p>\n<p>A equipe do Dr. William F. N. Chan, do Centro de Pesquisa do C\u00e2ncer Fred Hutchinson, reuniu tecidos cerebrais de 59 mulheres que faleceram na faixa et\u00e1ria de 31 a 101 anos, para ver se havia cromossomos Y presentes. Como resultado, a equipe de pesquisa descobriu que 63% das amostras analisadas tinham cromossomos Y no c\u00e9rebro. Eles afirmaram que os cromossomos Y foram transferidos do feto durante a gravidez. Chan compartilhou na m\u00eddia: \u201cQuando uma mulher est\u00e1 gr\u00e1vida, h\u00e1 uma mudan\u00e7a na barreira hematoencef\u00e1lica, e os tecidos do feto masculino podem facilmente entrar em seu c\u00e9rebro. Atrav\u00e9s deste experimento, descobrimos que esse microquimerismo \u00e9 poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>A equipe de pesquisa acrescentou que, assim como as c\u00e9lulas fetais ajudam na recupera\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a da m\u00e3e, as c\u00e9lulas fetais no c\u00e9rebro da m\u00e3e fornecem uma grande ajuda na recupera\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a de Alzheimer ou dem\u00eancia. As mulheres que t\u00eam dem\u00eancia t\u00eam menos c\u00e9lulas fetais no c\u00e9rebro do que as mulheres que n\u00e3o t\u00eam dem\u00eancia. Isso ocorre porque os cromossomos Y forneceram ajuda para proteger o c\u00e9rebro da m\u00e3e.<\/p>\n<p>Eles tamb\u00e9m descobriram que as c\u00e9lulas fetais que atravessavam a barreira hematoencef\u00e1lica permaneciam no c\u00e9rebro da m\u00e3e por um longo tempo. Nesse experimento, a mulher mais velha encontrada com o cromossomo Y tinha 94 anos. Isso prova que as c\u00e9lulas fetais pertencem ao c\u00e9rebro da m\u00e3e, mesmo por v\u00e1rias d\u00e9cadas ap\u00f3s a gravidez. Isso significa que a m\u00e3e vive a vida inteira com o seu filho em seu c\u00e9rebro.<\/p>\n<h2 id=\"mae-programada-para-viver-pela-vida-dos-filhos\">M\u00e3e, programada para viver pela vida dos filhos<\/h2>\n<p>Muitos cientistas chegaram \u00e0 mesma conclus\u00e3o de que quando uma mulher se torna m\u00e3e, ela se torna um ser completamente diferente. Quando uma mulher engravida, ela passa a ter um esp\u00edrito de guerreira como se fosse um anjo da guarda para o seu filho. Especialistas afirmam que as c\u00e9lulas fetais desempenham um papel importante na transforma\u00e7\u00e3o da m\u00e3e em uma guerreira como a Mulher-Maravilha quando estabelece suas ra\u00edzes no corpo da m\u00e3e. Os psic\u00f3logos tamb\u00e9m explicam: \u201cAs c\u00e9lulas fetais entram nas veias da m\u00e3e e fluem para uma parte especial do c\u00e9rebro que gera o desejo de proteger a crian\u00e7a\u201d. A maternidade gera um instinto maternal.<\/p>\n<p>Desde o momento em que a m\u00e3e tem um filho, ela vive como se seu objetivo fosse apenas seu filho, se esfor\u00e7ando muito pela vida do seu filho. Ela ignora completamente toda a dor e ferimentos que recebe no processo. Ela est\u00e1 disposta a passar por qualquer tipo de dor e sacrif\u00edcio quando se trata de seus filhos, at\u00e9 mesmo dar a sua pr\u00f3pria vida. Tal amor e sacrif\u00edcio s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel porque ela \u00e9 uma m\u00e3e.<\/p>\n<p>Deus fez com que uma crian\u00e7a ficasse no corpo de sua m\u00e3e por nove meses e, durante esse per\u00edodo, ela deixa suas c\u00e9lulas em muitas partes diferentes do corpo de sua m\u00e3e, incluindo o c\u00e9rebro. Portanto, uma m\u00e3e foi programada para viver sua vida com as c\u00e9lulas de seu filho em seu corpo, apenas para o bem dos seus filhos, mesmo abandonando a pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>Dessa maneira, uma m\u00e3e foi criada como aquela que atinge seu fim depois de cuidar de seus filhos e de proteger as vidas deles com muito cuidado, amor e sacrif\u00edcio.<\/p>\n<blockquote class=\"bible\"><p>\n\u201cE \u00e0 mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores dar\u00e1s \u00e0 luz filhos; [\u2026]\u201d\n<small>Gn. 3:16<\/small>\n<\/p><\/blockquote>\n<blockquote class=\"bible\"><p>\n\u201c[\u2026] Eva [\u2026] por ser a m\u00e3e de todos os seres humanos.\u201d\n<small>Gn. 3:20<\/small>\n<\/p><\/blockquote>\n<p>Uma m\u00e3e \u00e9 um ser escolhido para carregar seu filho por um longo per\u00edodo de nove meses, para t\u00ea-lo com fortes dores e viver apenas para proteger a vida de seu filho. Depois de desvendar o mist\u00e9rio da maternidade e do amor materno que permite que uma mulher renuncie voluntariamente at\u00e9 a sua pr\u00f3pria vida pelo bem-estar de seu filho, descobrimos que nossas m\u00e3es nos t\u00eam em todas as partes de seus corpos. Elas nos t\u00eam em seus c\u00e9rebros a vida toda.<\/p>\n<dl class=\"resources\">\n<dt>Refer\u00eancias<\/dt>\n<dd>EBS, DocuPrime, \u201cChoque da M\u00e3e\u201d \u2013 Parte 2: \u201cH\u00e1 Crian\u00e7a no C\u00e9rebro da M\u00e3e\u201d (Transmitido em 31 de maio de 2011)<\/dd>\n<dd>J. Lee Nelson, \u201cSuas C\u00e9lulas S\u00e3o as Minhas\u201d, Scientific American (Edi\u00e7\u00e3o de fevereiro de 2008, p\u00e1g. 72-79)<\/dd>\n<dd>Comunicado \u00e0 imprensa do Centro de Pesquisa do C\u00e2ncer Fred Hutchinson, \u201cHomens na Mente: Estudo Encontra DNA Masculino no C\u00e9rebro das Mulheres\u201d (26 de setembro de 2012)<\/dd>\n<dd>William F. N. Chan, \u201cMicrocimerismo Masculino no C\u00e9rebro Humano Feminino\u201d, PLOS ONE (26 de setembro de 2012)<\/dd>\n<dd>Medical News Today, \u201cC\u00e9rebro Feminino Cont\u00e9m DNA Masculino\u201d (27 de setembro de 2012)<\/dd>\n<dd> Lee Yeong-wan, \u201cNo c\u00e9rebro da m\u00e3e, vivem seus filhos e filhas\u201d, Chosun Ilbo (10 de outubro de 2012)\n<\/dd>\n<\/dl>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As crian\u00e7as \u00e0s vezes brincam: \u201cEu acho que a minha m\u00e3e \u00e9 um deus. 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